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Estudo de Caso

Page history last edited by Gi 2 years, 10 months ago

 

Na escola em que atuo no momento temos apenas dois casos de inclusão com diagnóstico comprovado para necessidades especiais de educação.

O caso que vou abordar trata-se do aluno J.L.K. com treze anos de idade, cursando o 4º ano, antiga 3ª série do ensino fundamental.

O menino tem Sindrome de Downe sua fala é comprometida , é filho caçula do casal e veio de uma gestação de risco, pois a mãe já possuia mais de quarenta anos quando ele  nasceu.

A família é de classe média baixa, na casa moram o menino e seus pais.

Os pais se revesam para levar e buscar o menino na escola, segundo a mãe ele brinca somente no pátio de casa e não tem permissão para ir na casa dos vizinhos.

Na sala de aula a professora relatou que ele gosta de brincar com jogos de encaixe e memória.  Durante o jogo aceita a interferência dos colegas em algum momento, principalmente das meninas, no pátio da escola gosta de correr atrás das crianças menores durante o recreio e as vezes é um pouco bruto nas brincadeiras.Também costuma brincar, conversar e discutir com seu amigo imaginário.

Com relação a aprendizagem percebe-se que tem interesse em aprender, gosta de copiar do quadro e agora já consegue permanecer mais tempo em sala de aula, sentado no seu lugar, pois costumava fugir no início do ano da sala e a professora tinha que correr atrás dele pela escola. Ele reconhece o nome entre vários outros, copia o mesmo de fichas, os desenhos possuem contornos claros, inclui detalhes em seus desenhos, pinta dentro dos limites e mantem seu material organizado.

O J.L.K participa da sala de recursos, natação e é atendido por uma psicóloga na FEEVALE. A família é presente participa da APEMEM da escola e a mãe está sempre por perto.

COMPLEMENTAÇÃO Com relação aos encaminhamentos realizados pela escola: entrevistas e combinações, a família tem se mostrado totalmente engajada, buscando atendimento para o aluno sempre que solicitado.

O relacionamento do aluno com os pais é muito forte, pois o aluno é filho temporão do casal, que tem um casal de filhos já adulto. Então o menino é cercado de mimos e super proteção principalmente por parte da mãe.

No que diz respeito à acessibilidade, creio que a escola procura propor todas as condições para que este aluno seja atendido, no entanto se fosse o caso de um aluno cadeirante, deficiente visual ou auditivo teríamos que adequar os espaços físicos e das salas de aula, além de confeccionarmos materiais pedagógicos adequados a cada necessidade especial. O que observo na rede em que atuo é que ocorre a adequação nas escolas, somente a partir do momento que surge a clientela com alguma necessidade específica.

Além da proposta individualizada o JLK recebe atendimento na sala de recursos, pela psicopedagoga, hidroterapia, fonodióloga, acompanhamento psicológico e adequação curricular.

Com relação à avaliação, são elaborados objetivos diferenciados para o menino, seus trabalhos são coletados e anexados no fim de cada trimestre ao parecer descritivo que é enviado à família que passa a acompanhar com mais clareza os avanços, as habilidades e competências desenvolvidas.

 A convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização do indivíduo.

A professora relata que o aluno se relaciona bem com todos na sala de aula, e de modo geral observamos que geralmente nas turmas em que há alunos com necessidades educativas especiais se torna mais fácil a abordagem de temas como a tolerância, a convivência com a diversidade, o respeito às diferenças e a cooperação mútua, uma vez que estão vivenciando tal situação em seu contexto escolar no dia-a-dia.

 

 

 

 

 

Comments (2)

Gi said

at 1:20 pm on Jul 6, 2009

Olá, Ana! Teu estudo de caso apresenta dados significativos sobre o sujeito escolhido por você, dando a possibilidade de visualizarmos o caso dentro do contexto da rede e da escola em que está inserido. No entanto senti falta de alguns detalhes sobre tal sujeito, referentes à:
1. Encaminhamentos realizados na Escola: entrevistas e combinações com as famílias, encaminhamento à atendimentos médicos e especializados, etc.
2. Movimentos para a inclusão da escola (acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);
3. Quais as práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem efetivadas em sala de aula com o sujeito escolhido por você para o estudo de caso?

4.De que maneira(s) a presença de alunos com NEEs no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?

5. Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?

6. Quais as contradições em relação ao que foi observado?

7.Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?

8. Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?

LEGENDA

As questões em azul, referem-se as unidades 3 e 4.
As questões em vermelho, referem-se a unidade 5.
As questões em marrom, referem-se a unidade 6.
As questões em verde, referem-se a unidade 7.

Terminado isso, estarás com todas as unidades em dia. Podendo postá-las até 08/07.

Espero ter me feito clara. Qualquer dúvida entre em contato. Abs ,Gi

Gi said

at 10:12 am on Jul 10, 2009

Olá Ana... Teus registros referentes ao estudo de caso, estão bem detalhados, evidenciando clareza na exposição de idéias. Conseguiste traçar um perfil do aluno escolhido para ser teu sujeito neste estudo de caso, demonstrando o teu envolvimento com a temática abordada na interdisciplina. Acredito que as práticas pedagógicas inclusivas devem basear-se num trabalho multidisciplinar, procurando proporcionar o pleno desenvolvimento das potencialidades sensoriais, afetivas e intelectuais do aluno, mediante um projeto pedagógico que contempla os princípios da escola inclusiva, a fim de que se possa abranger toda a turma de tal forma que nenhum aluno seja discriminado. O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, na busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro. Teus relatos contemplam os objetivos deste eixo!
Para refletir:
“Certamente, um professor que engendra e participa da caminhada do saber "com"seus alunos consegue entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação (MANTOAN, 2003, p. 77).”

Um abraço, bom final de semestre e até o próximo! Gi

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